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Prof. Dr. Antônio Francisco de Paula Souza Exercício: 1893 a 1917 Antonio Francisco de Paula Souza era proveniente de uma família da elite cafeeira paulista que assumiu papel importante nos acontecimentos políticos engendrados no século XIX. Seu avô paterno, Francisco de Paula Souza e Mello, participara do processo de emancipação política brasileira como deputado das Cortes de Lisboa em 1821 e, com o desenrolar dos acontecimentos, tornou-se ainda membro da Assembléia Constituinte (Câmara Temporária), logo dissolvida pelo Imperador D. Pedro I em 1823. Decorridos dez anos obteve vaga no Senado, lutando pela implementação de um governo representativo e durante o período regencial ocupou o cargo de Ministro do Império. Antonio de Paula Souza, pai do fundador da Escola Politécnica, formou-se em medicina na Bélgica pela Faculdade Médica da Universidade de Louvain e teve intensa participação política durante o Império. Foi deputado provincial, deputado geral, ministro da agricultura em 1864, elaborando, inclusive, o primeiro projeto para extinguir a escravidão no Brasil. Contraiu matrimônio com a D. Maria de Raphaela, filha do Barão de Piracicaba, e dessa união nasceu Antonio Francisco de Paula Souza, no dia 6 de dezembro de 1843, na fazenda do avô materno, localizada na cidade de Itú, São Paulo. Paula Souza estudou no colégio Galvão em São Paulo e depois em Petrópolis - Rio de Janeiro – na escola Calogeras. Aos 15 anos de idade partia junto a seus tios maternos, Antonio e Diogo Paes de Barros, para a cidade de Dresden – na futura Alemanha – para dar continuidade a seus estudos nos colégios de Krause e Wagner. No entanto, em 1861, foi persuadido a voltar ao Brasil pela doença do tio Francisco. Ainda no mesmo ano, retornou à Europa, matriculando-se na Polytechnikum da Universidade de Zurik. Na Suíça, Paula Souza envolveu-se sobremaneira com os motes libertários de Garibaldi, chegando a partir para Milão com a idéia de alistar-se no exército. Malgrado, retorna à Escola por seu inspirador encontrar-se preso. Acerca do interesse do estudante pelo "herói", o Sr. Theodolindo Castiglione, representante dos alunos da Faculdade de Direito, em discurso de homenagem ao falecido professor acrescenta: "Se não prendessem a Garibaldi em como, quando corria accesa a lucta pela Independência Italiana, elle teria, à maneira de Bayron, derramado o seu sangue generoso em defesa de um paiz, o que ligavam somente laços de sympatia. O amor da liberdade conduzia-o a esses actos de extremo altruísmo, em que a sua pessoa se confundia com a causa a que se dedicara." (Revista Polytechnica, 1918). |