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Integrantes do PDPS receberam materiais entregues por representantes da Fatec, coletados em trotes
Integrantes do PDPS (Programa de Desenvolvimento Pessoal e Social) da Avape (Associação para Valorização e Promoção dos Excepcionais) de Tatuí receberam uma “ajuda e tanto” na tarde de quarta-feira, 24. A colaboração veio na forma de doação de materiais de papelaria (folhas de sulfite, cadernos, lápis de cor, entre outros) feita por calouros da Fatec (Faculdade de Tecnologia) “Professor Wilson Roberto Ribeiro de Camargo”. Os estudantes participaram por aproximadamente uma semana de um “trote solidário”. A ação é fruto de parceria estabelecida entre a Avape e a faculdade, no início do mês. “Nós entramos em contato com todas as instituições, e a Fatec foi a primeira a nos atender”, disse Aparecida de Fátima Barros, estagiária responsável pelo “Programa de Voluntário”, em funcionamento na cidade desde 2006. Nele, todas as pessoas podem “doar seu talento e suas habilidades”, contribuindo para a causa da inclusão social. Os voluntários, segundo explicou Barros, não necessariamente precisam frequentar a unidade. “As pessoas podem ajudar com arrecadações, doações de materiais, enfim, têm a opção de contribuir de várias maneiras para ajudar a Avape”, argumentou a estagiária. Segundo ela, o perfil do voluntário é muito amplo, assim como seu campo de atuação. Os voluntários podem ajudar tanto nos trabalhos manuais, em aulas nos cursos de qualificação para o mercado de trabalho, quanto oferecendo ajuda profissional aos clientes da entidade, ou fazendo doações e campanhas. O trote solidário é uma das dezenas de ações realizadas atualmente e que ajudam a instituição a crescer - ainda que a Avape não dependa disso para existir - e já está incorporado ao calendário da Fatec. “Nossa intenção é, cada vez mais, diminuirmos, por meio de conscientização, aquele trote violento”, disse o diretor da Fatec, Mauro Tomazela, que participou da entrega dos materiais juntamente com o professor Osvaldo D’Estéfano Rosica. O resultado da iniciativa, conforme ele, é proveitoso não só para a entidade, mas também para os alunos, pois vai ajudá-los a ter outra postura em relação ao próximo. “O aluno vai começar a se preocupar mais não só com a instituição, mas vai aprender a desenvolver a tecnologia, adquirindo conhecimento para o bem, para o voluntariado e para o desenvolvimento da comunidade”. Tomazela também avalia que o “trote do bem” aproxima as entidades da faculdade e vice-versa. “Trata-se de um trabalho de ajuda mútua, pois vai incentivar os alunos a aplicar o seu conhecimento aprendido em sala de aula para melhorar a realidade das pessoas e das instituições assistenciais”, afirmou. A realização do trote foi proposta aos calouros da Fatec no dia 12 deste mês, primeiro dia de aula dos novos estudantes, por Rosa Amélia Cravo de Oliveira e Lucilene Pedrina Pereira, ambas da Avape, que ministraram a palestra “Inclusão, Voluntariado e Cidadania”. “Eles toparam o desafio e se organizaram para a coleta por cerca de uma semana”, contou Tomazela. A arrecadação somou 49 caixas de giz de cera, 1 caixa de giz colorido, 1 caixa de lápis preto, 2 caixas de caneta colorida, 1 caixa de lápis colorido, 11,5 mil folhas de sulfite, 3 cadernos, 2 lápis e 2 canetas. “O resultado foi muito positivo. Acho que cada um deu sua contribuição como pôde. Acredito que esse material vai ser bastante proveitoso para a Avape”, comentou o diretor. Por fim, Tomazela adiantou que a Faculdade de Tecnologia vai continuar a promover o trote solidário para auxiliar outras entidades nos próximos semestres. |